Retrocessos autoritários à vista

Dois fatos nessas últimas semanas deflagraram essa minha reflexão a respeito de uma tendência cada vez mais forte em nossa sociedade – eu a chamaria de tendência repressiva, autoritária, policialesca. A ideia de que tudo deve se resolver com punição, violência, coerção, sempre fez parte da história da humanidade. Vejam-se as prisões cruéis, as penas de morte, as torturas, as ameaças de inferno das religiões, as inquisições etc… Entretanto, nos últimos séculos, há muitos pensadores, defensores do direito, educadores, humanistas, que trabalharam com ideias mais elevadas, com propostas mais misericordiosas, com princípios mais humanos! Mas há momentos em que os partidários da “porrada” gritam mais alto que os defensores do humanismo, dos direitos humanos, do respeito à dignidade, do diálogo como forma de resolução de conflitos e como método de ação social. E considero que no Brasil estamos hoje atravessando uma fase dessas. Um retrocesso, portanto.

Duas cenas me impressionaram. A primeira foi a presença da polícia numa escola infantil, chamada por uma professora em Piracicaba, para uma criança de 3 anos, porque ela estava mordendo e chutando! E a outra, a repressão violenta da polícia em cima dos alunos da USP. O pior é que no caso de Piracicaba, a diretora da escola não disse nada, a polícia foi até a escola e a criança foi levada à delegacia. E o pior é que no caso da USP, centenas de pessoas no Facebook (inclusive muitas cristãs, espiritualistas e espíritas!!) gostaram, apoiaram e fizeram publicidade do método de “bater nos baderneiros, nos maconheiros” ou coisa que o valha!

Outra notícia grave que está percorrendo a internet (e com o apoio de muitos) é a proposta de  mudança do ECA (Estatuto da criança e do adolescente) para criminalizar as agressões e “desrespeito” dos alunos aos professores!

Esses sintomas revelam algo muito grave em nossa sociedade: acreditamos muito mais na polícia, na repressão, na punição – leia-se vingança social – do que na educação. Colocar a polícia em cena em locais onde se pretende fazer educação é declarar a falência da própria educação! Tratar crianças e estudantes como bandidos (por mais que estejam agredindo e se revoltando – então temos que descobrir as causas dessa revolta e tratá-las – a educação é justamente para isso!) é mostrar que não acreditamos na força do diálogo, da construção de personalidades autônomas e pensantes, que não damos o mínimo valor ao que uma boa educação – quando cultivada – consegue fazer: trazer à tona o divino que existe em todas as criaturas, para que elas sejam melhores…

A atribuição de responsabilidade criminal a crianças e adolescentes já acontece, embora não se assuma isso, porque comparecem em condição humilhante diante de juízes, quando deveriam ser orientadas em terapias, assistidas socialmente e trabalhadas afetivamente, para se recuperarem dos traumas que passaram nas ruas, com os abusos e violências recebidas, com o abandono dos familiares. Mas a sociedade não está satisfeita: quer a diminuição da maioridade, quer criminalizar agressões dentro da escola! E o que a sociedade faz pelas crianças? Que estímulos positivos dá? Que educação oferece em escolas públicas que mais parecem presídios que escolas? Aliás, deveria ser o contrário: os presídios deveriam mais parecer escolas e não escolas parecerem presídios. Isso revela o quão pouco fazemos pela educação. Quando pensarmos em  todos os níveis, mais em educação que punição, mais em investimento no que é positivo do que em repressão ao que é negativo, mais em oferecer alternativas de vida, de aprendizagem, de esperança e sonho, do que impor limites, regras, amarras… então estaremos de fato contribuindo para a melhoria da escola, das crianças, dos jovens, das universidades e da sociedade em geral.

Façam-se das escolas lugares com boa música, com flores, com natureza, com professores estimulados, bem renumerados, capacitados, amorosos… Façam-se escolas com teatro, poesia, com cores, com escolha livre de projetos interessantes e não com aulas mortas, em classes de 40 pessoas, diante de uma lousa… Façam-se escolas onde de fato se aprenda, com computadores, com midiatecas bem equipadas, com laboratórios, material didático farto e de ponta… Façam-se escolas com corais, orquestras, grupos de dança… E não haverá mais problemas de disciplina, evasão, agressão… Há diversas experiências no Brasil e no mundo que demonstram isso!

Façam-se universidades onde se recupere a espiritualidade e onde se discutam questões existenciais (vi várias pessoas dizendo que os maconheiros deveriam ser presos – mas o que se oferece em termos de sentido existencial, em estímulo de vida, a uma juventude que só vê nihilismo nas faculdades e consumismo na sociedade?)… Façam-se universidades, onde se aprenda a dialogar e a pensar, onde se pense mais socialmente… Façam-se universidades que deem perspectivas de trabalho, de transformação da sociedade e não se faça tudo apenas para encaixar o indivíduo robotizado num mercado desumano… E os jovens terão outros ideais do que esses que apoiam a polícia dentro da universidade e do que esses que se entopem de bebida e drogas!

Quando tivermos essas escolas e essas universidades, dispensaremos polícias, repressões e punições – porque quando bem estimulado, quando despertado para o melhor que traz dentro de si, pela arte, pela espiritualidade saudável (não pela religião fanática), pelo amor recebido de verdadeiros mestres,  o ser humano mostra a sua divindade e desenvolve suas potencialidades de maneira harmoniosa e útil, para si e para o mundo!

Entendamos que a violência, a punição, a repressão, humilham, causam mais revolta, pioram o ser humano, que se já está em crise, se torna um bicho acuado. Ao passo que o diálogo, o respeito, a confiança, a construção paciente e humana de um processo pedagógico restaura a integridade da pessoa e a torna melhor.

Lembro aqui da experiência maravilhosa de Padre Flanagan nos Estados Unidos, nas décadas de 30 e 40, com a construção da Cidade dos Meninos (Boys’ Town), até hoje existente (hoje Girls’ and Boys’ Town). Nos primeiros 10 anos, passaram por lá 4 mil meninos, considerados delinquentes, alguns já com crimes cometidos, e qual foi o índice de recuperação dessas crianças? 100%. O método usado: amor, liberdade, confiança. Os meninos geriam a cidade, elegendo prefeitos em assembleias; havia oficinas, música, religiosidade plural (estimulava-se que cada um praticasse a religião própria). Não havia muros, as portas ficavam abertas, não havia guardas, policiais, celas, punições… Havia a possibilidade de construir uma nova vida, sob a liderança de um padre amoroso, que dizia: “Não há meninos maus! Há má educação, maus estímulos, más companhias!”.

O problema fundamental dos repressores é que eles não acreditam na bondade humana. São amargos, pessimistas, não creem que o amor possa despertar o anjo que mora em nós, mas acham que a violência tem que reprimir o bicho que somos. No entanto, se essas pessoas, que assim pensam (e são muitas) se autodenominam cristãs, deveriam lembrar-se de algumas palavras de Jesus:

“O reino de Deus está dentro de vós!”  e  “Vós sois deuses” – isso significa que todos temos uma bondade essencial que precisa ser tocada e despertada.

“Perdoai setenta vezes sete!”  e “Misericórdia quero, não sacrifício!” – quanto mais isso se aplica com uma criança, um adolescente, que estão começando, que precisam de afeto, orientação e compreensão!

“Deixai vir a mim os pequeninos, porque deles é o Reino dos Céus” – Jesus disse que era preciso nos fazermos como crianças para entrarmos no Reino, isso significa uma primazia da inocência, da pureza e da bondade natural da criança. Se ela agride, se está desajustada, ela está reagindo a uma situação negativa, está com um problema que tem que ser resolvido amorosamente. Ela não é má, não está endiabrada (como querem as professoras evangélicas, que andam fazendo exorcismo dentro das escolas públicas – isso será objeto de outro artigo), não é uma peste!!! Ela precisa de amor e ajuda.

“Amai os vossos inimigos e fazei bem aos que vos perseguem”. O que isso significa? Essa é a essência da mensagem de Jesus: combater o mal com o bem e não nos tornando piores que os agressores. Acender uma luz para dissolver as trevas e não nos tornando inquisidores dos que achamos que estão errados (e às vezes nem errados estão!).

Fica então essa mensagem, que é de Jesus, de Gandhi, de Buda, de Confúcio, de Francisco de Assis e dos grandes educadores, como Comenius, Pestalozzi, Eurípedes… O dia em que acreditarmos na força do amor, da bondade, do diálogo e da compaixão, deporemos nossas armas internas e vamos arar os corações com instrumentos de paz!

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18 respostas para “Retrocessos autoritários à vista

  • Jurandir

    Oh, Dora! Com essas notícias fervilhando na nossa cabeça é que aumenta o nó na garganta de encerrar (mesmno que temporariamente) um projeto como Escola Evolução. Quantas crianças vimos passar por ali, mal-amadas e desumanizadas pelo abandono familiar, que foram se recuperando e aprendendo com o despertar de humanidade e até espiritualidade dentro de si.
    Tempos difíceis, tempos de ocultar a consciência atrás das ilusões do consumo e da indiferença!

  • Jurandir

    Oh, Dora! Com essas notícias fervilhando na nossa cabeça é que aumenta o nó na garganta de encerrar (mesmo que temporariamente) um projeto como Escola Evolução. Quantas crianças vimos passar por ali, mal-amadas e desumanizadas pelo abandono familiar, que foram se recuperando e aprendendo com o despertar de humanidade e até espiritualidade dentro de si.
    Tempos difíceis, tempos de ocultar a consciência atrás das ilusões do consumo e da indiferença!

  • J.Burato

    Na verdade esse estado de coisas não é a declaração de falência, mas o reconhecimento de que o sistema educacional faliu faz muito tempo. Mas isso não é privilégio apenas da educação…
    Parabéns Dora, belo texto.

  • Edejalma de Souza

    São esses pensamentos e atitudes que justificam bem a idéia das chamadas “REDES SOCIAIS”

  • Helena De Pontes Almeida

    Excelente, Dora!!! Gostei muito deste artigo! Concordo plenamente… Vejo uma questão dialética, em relação as redes sociais. Ao mesmo tempo que são excelentes para dar voz àqueles que estão distantes da possibilidade de utilização dos veículos de comunicação que atingem o grande público, são também através delas que muitos podem execer influencia e formar opinião daqueles que não a possuem… você muito apropriadamente mostrou que, como nesse caso, muitas vezes são utilizadas para apoiar atitudes irrefletidas, que acabam sendo tomadas como exemplo…
    Iniciativas de criticar atitudes como essas, é muito importante, numa sociedade em que a educação é colocada de lado, para recorrer-se “às autoridades legais” numa tentativa de concertar aquilo que está fora do “padrão”… Já que as redes sociais podem servir de fermento, vamos utilizar então para fermentar a critica saudável e construtiva e mostrar que há outras maneiras de “corrigir”.
    Parabéns e continue fazendo da sua voz a argamassa de uma saudável construção!

  • Jânio José da Silva

    Você tem razão, Dora. A escola carece de fraternidade. E não é só por parte dos dirigentes, muitas vezes por parte dos pais e quiçá dos próprios alunos. Você viu a notícia de estudantes de medicina de SP, que em troca de alguns mil reais foram prestar vestibular no Piaui, em nome de terceiros? Quem está pagando? Provavelmente pais que desejam ver seus filhos incapazes médicos. E o pior é que os filhos aceitam a corrupção paterna/materna. Falta fraternidade na família, essa é a verdade.

    Jânio

  • Renê José Machado

    Boa tarde Dora. Nestes tempos que vivemos, foram criados paradigmas errôneos, com profundas distorções das reais necessidades humanas. Realmente, qual professor vai aceitar promover a educação integral, vivendo sem dignidade? Qual educador irá para casa com a consciência tranquila do dever cumprido, se na sua casa falta o necessário? Criaram-se modelos úteis para aqueles que querem apenas explorar, levando a criança, o jovem e os incautos, a um consumismo irracional. Mas temos que continuar a nossa luta em prol de uma educação melhorada e integral.
    Tenha muita Paz.

  • Danielle Wirtz M. B. Almeida

    Boa noite Dora.Você tem razão!
    É triste ver a educação sendo tratada de maneira tão distorcida. Infelizmente, isso acontece não apenas dentro da escola, mas em toda parte da sociedade. Hoje, ouvi, perplexa, uma colega de trabalho dizer que a filha adora a saga dos vampiros do Crepúsculo, e que já viu os três filmes. Até aí, tudo bem! O que me deixou perplexa foi quando ela informou que a filha tinha 5 anos! Tentei argumentar, com todo carinho e atenção, tratando a mãe com gentileza e dando informações do quanto essa atitude pode ser prejudicial para a filha dela. Não adiantou, então, desisti, e me calei. Ao caminho de casa, comentando com alguns colegas, das quatro pessoas que comentei, duas disseram que “não tinha importância” pois o filme é “leve”. Agora me responde, é ou não é para ficarmos muito preocupados?! Para todo lado que vemos, ficamos indignados com a forma como as crianças estão sendo tratadas.

    Recentemente, por razão da campanha “faça um favor a sociedade, diga não ao seu filho” que estava rodando no facebook, abri uma página “Mãe (pai) & Cia”, e comecei a postar trechos do livro “Limites sem traumas”, da Tânia Zaguri. Minha inteção está sendo de tentar conscientizar meus amigos do facebook que apoiaram essa campanha autoritária a entenderem um pouco mais sobre educação. Pretendo continuar postando outros autores.

    Vou postar e compartilhar essa sua reflexão!

    Abraço fraterno.

  • Vera Gonzaga

    Adorei, durante a semana estive em várias conversas e observei que para a maioria das pessoas a única soluçao para os conflitos acima era a repressao, conflito sim…. mas, com outras soluçoes. Em uma sociedade em que crianças e adolescentes percebem (há…sim eles percebem) que os adultos, as referências , resolvem seus conflitos na repressao entao penso que é por isso que existe o bullyng, o que é diferente os adultos expulsao, reprimem. Fácil né??? Será que eles reproduzem as soluçoes dos adultos??
    Nos conflitos da USP fiquei esperando os Doutores responderem na escrita algum caminho para os adolescentes, alguma defesa, algum artigo coerente, faz-se tantos artigos científicos e nenhum para ás crianças e adolescentes… Sim, eles precisam de modelos, de referências…..
    Dra. Dora muito obrigada!!! Coragem….

  • Elisabete Santos da Silva

    A alma humana está “distraída”, ou talvez esquecida, de sua Essência que é a Máxima Perfeição…Estou convencida de que somente se RE-conectando, urgentemente, à Ela é que poderá alcançar a harmonia, a paz com todos e com tudo. Os preceitos evangélicos, tais como: amorosidade, docilidade, empatia, etc., há muito vêm sendo divulgados, porém, mais do que conhecê-los, é preciso VIVENCIÁ-LOS.
    A criança assimila fácil o que o adulto lhe oferece, principalmente, pelo exemplo.
    Que responsabilidade a nossa, não é mesmo?
    Recordemos sempre, que: “A semeadura, é livre e a colheita, obrigatória” !!
    Tenho a esperança, Dora, que teu desabafo nesse lindo texto, sirva de “adubo” para uma BOA semeadura, pois acredito haver muitas e muitas almas “desejosas” de uma BOA colheita.
    Paz e Luz, a todos nós!

  • Luiz

    Dora,

    A minha admiração e respeito por você e por sua trajetória são intocáveis. Mas, a despeito de concordar com as premissas, absolutamente discordo da tese.

    Particularmente no caso USP, o que há é uma politização petista que tenta estabelecer essa tal truculência, ou autoritarismo a partir de um caso simples e cotidiano de posse de drogas que seguiu, como cotidianamente vários seguem, os procedimentos policiais normais em casos de posse de droga. A única diferença foi a localização: estavam perto do local onde estudavam, ou deveriam estudar, ao invés de fazer uso, portarem e comprarem (muito provavelmente) drogas.

    Acredito ser um ato de amor punir um filho que quer se drogar. Concordo que há formas e formas de se conduzir e abordar o tema com o filho mas sem dúvida que só passando a mão na cabeça não é a mais adequada, até porque, a sociedade tem regras e com base nelas, também não passará a mão na cabeça como não passou no caso.

    Não sou pudico nem moralista. Mas para vivermos em sociedade não podemos prescindir do estado de direito que foi muitas vezes ultrajado em inúmeros furtos, roubos, estupros e latrocínios dentro da cidade universitária sem que merecessem o mesmo nível de manifestação ou indignação como o que postou.

    Lamento, mas desta vez discordo profundamente.

  • ceu emei milton santos

    Acho que a culpabilização da escola e / ou colocá-la como redenção e principal agente de educação não é o melhor modo de se solucionar os problemas profundos da sociedade. Sou educadora de escola pública, em um CEU, onde há música, teatro, profissionais envolvidos e crianças pequenas. Tenho a impressão de que a sociedade enlouqueceu quando se tornou demasiadamente materialista e imediatista. Consumista, as idéias disseminadas impactam as famílias e a escola, onde se reúnem muitas familias é o sintoma. Sim, um modelo mais humano de educação escolar pode fazer a diferença na vida dos adolescentes e crianças, é nesse objetivo que trabalhamos em nossa EMEI. Mas é preciso que a educação seja muito mais abrangente. Que as famílias se conscientizem para não ser joguete de idéias e ideais que deformam a personalidade. A nova geração humana se cria sem noçao de história (passado) e sem perspectivia de futuro e por isso pode tudo hoje para ter prazer e ser feliz.E felicidade é ter, parecer, poder. Vampiros?São fichinha, perto de Datena e outros que tais. Na fantasia a criança pode sentir o medo, não precisa ter sempre final feliz, em histórias tontas. Nos contos populares, histórias de fadas, e outras narrativas tradicionais.a criança experimenta suas emoções. Sim, eles SABEM que um desenho não é realidade e que Datena é a realidade que se mostra para elas Portanto, a escola atualmente é o elo da corrente(eza) sociall, que está sendo tão vítima quanto a familia. E precisamos levantar a cabeça e agir “contra a maré”. E pagar o preço. Dos que falam nas mídias, poucos fazem algo de de fato.Falam de fora e não percebem pequenas coisas de dentro de casa. Não lidam dia a dia ocm as dificuldades e conflitos graves causados pela indiferença para com as (700) crianças. Sugiro a todos que, antes de responderem, visitem dois blogs
    Esse é da nossa EMEI. Explore e veja crianças com brilho nos olhos (apesar de todos os problemas que enfrentamos). . Nem toda escola Pública é caótica.Nós estamos tentando, gota a gota no cotidiano, fazer a diferença
    http://emeimiltonsantos.wordpress.com
    E esse é um blog sobre espiritualidade
    Assista em “´so vídeos” o filme “laços”
    http://www.somosespiritos.blogspot.com/

  • Thaty Garcia Annechini

    Concordo totalmente com o artigo!!!
    Embora reconheça que ainda tenho que melhorar muito para eliminar as atitudes violentas em mim mesma e ser uma pessoa mais voltada à proposta da educação e do amor.
    Tento de verdade fazer isso com relação aos meus filhos e à minha família. Todos os dias, alguns com sucesso, outros nem tanto… é difícil quebrarmos um modelo de vida, de criação em que estamos inseridos (e às vezes com o nosso completo “de acordo”). Onde valoriza-se o “que manda mais”.
    Quem já não ouviu este conselho: “você deve mostrar para eles quem é que manda aqui”?
    Dá mais trabalho ver a causa real que gera a violência em casa, na rua, no trabalho, na escola, etc e tratar com ações educativas e com amor. Exige de nós uma coisa que ainda não temos muito (uns menos que outros) – a paciência e a confiança no ser humano.
    Mas acredito que se cada um fizesse sua tentativa sincera, expandindo sua prática da não-violência, da educação e do amor na solução de problemas para todos com quem lidamos em nosso dia a dia, teríamos desde já um mundo diferente, com relacionamentos menos tensos e com pessoas mais realizadas.
    Vale a pena fazer essa auto-reflexão sincera. E começar a agir.

  • Mariana Leite de Gouvêa

    Oi, Dora, parabéns pelo texto. Extremamente tocante, principalmente aos educadores que diariamente tentam ir contra tudo isso, mas que muitas vezes acabam engolidos pelas diversas situações do dia-a-dia das escolas públicas.

    Muito precisa ser mudado, sabemos, porém, por onde começar? Acredito que a formação dos envolvidos com os alunos/crianças é um bom começo… é um trabalho de formiguinha… mas temos que acreditar!

    E mesmo assim é pouco… e ainda não é garantia de nada!!! Infelizmente.

    Mas quando lemos um texto, como o seu, com essa fundamentação e convicção, nos animamos e lembramos que vale a pena lutar e acreditar em nossos ideais.

    Obrigada!!!

  • Maria de Sousa Ribeiro

    A educação começa no lar. Acho que para descomplicar, é por onde se deve iniciar o processo de mudanças. O que é o lar, quem são os pais? Quem são os filhos? São conceitos que merecem ser revistos. Simples e tão complexo ao mesmo tempo.

  • Vilma Dias Pinheiro Fernandes

    Gostei muito do seu texto, porém, é necessário lembrar que antes da escola a criança tem seu lar que constitui a família e, infelizmente esta tb já está entrando na UTI. Para resumir o q penso, creio q o gde assassino da eEducação é o governo q nunca a leva a sério e q permitem td ao aluno e quase nada aos professores. Nesse processo a maior vítima é a criança q não percebe a intenção do sistema e muito menos os pais que acham td muito bom pq há muitas bolsas a enganá-los…não percebem q estão sendo comprados por tão pouco.Devem ser ajudados sim, mas não desse modo assistencialista,sem exigências reais p participar dos programas…e nesse ritmo os filhos crescem sem responsabilidade, sem objetivos, sem se preocupar c o amanhã q o faça um cidadão crítico, honesto e respeitado. Deve haver uma revoluçao educacional e deve ser feita pelos integrantes da Educação. Parabéns e meu abraço.

  • Ivan Rodrigues alonso

    querida Dora; assunto bastante complexo para ser resolvido no conjunto social atual. Sem dúvida é a meta a ser alcançada por todos. Trabalhemos para que, o mais próximo possível, possamos alcançar esse patamar educacional. Nossa meta na Obra Social Celio Lemos é esta e contamos com sua ajuda para concretizá-la.
    Do amigo, Ivan.

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